
É incrível como se conhece um jovem à distância. Eles são apaixonantes. Eles são apaixonados. Eles são apaixonáveis. São tão sábios, e tão aprendizes. Tão donos de si mesmos, tão atrapalhados, tão confusos e seus olhos pedem colo, ao passo que suas mãos se estendem para erguer e ajudar aqueles que amam. São os solidários mais egoístas que já vi.
Existem jovens de 80 anos. Existem jovens de 19, 20. Eu conheço vários. Conheço um em especial, há muito tempo, e talvez o de alma mais jovial. Ele também me conhece, me conhece bem, é um dos que mais confio. Isso não importava tanto antes, mas hoje importa. É esse brilho da juventude o que me encanta, talvez. Talvez, a maturidade vestida de brincadeiras de criança. Talvez a voz, o rosto. Talvez, os cuidados comigo. Ou quem sabe, nada nele me encante, eu que me encanto sozinha. Não sei se ele se importa, ou melhor, até que ponto se importa; e seria hipocrisia dizer que isso pouco me importa. Tenho pensado que meu erro, meu grande erro nessa história seja esse: me importar demais...
Jéssica R.
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